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14/11/2016 - COMO UMA PIADINHA PARA COMEMORAR A VITÓRIA DO TRUMP ACABOU COM A MINHA VIDA NA FACULDADE DE JORNALIXO

 

 

No dia 08 de novembro, dia da eleição norte-americana, eu fiz uma cobertura do evento no meu Twitter pessoal para os meus seguidores. Quem ouve o meu podcast há mais tempo sabe que eu estou envolvido nesse assunto desde 2015 e declarei apoio ao Trump já quando ele concorria nas primárias. Não por ter opinião política sobre ele, mas pelo que ele representava culturalmente. Portanto, a cobertura que fiz foi toda puxando a sardinha para o nosso lado - o de quem estava apoiando o Donald Trump.

No dia 09 de novembro, dia seguinte da nossa vitória, abri o meu armário e percebi que eu tinha uma "wife beater" ou, em português, a "regatinha de bater em mulher". Publiquei essa piada de comemoração:

 

 

E foi aí que tudo começou. No dia 10 de novembro, os meus ouvintes me enviaram um link de uma página chamada "Feminismo Radical Didático" (acima) onde me denunciavam por machismo e intimidação de mulheres (o post já foi deletado). Mal sabiam eles que eu não era um desavisado qualquer e que, dessa vez, eles não iam destruir a vida e a reputação de ninguém. Ou, pelo menos dessa vez, a "frescura" deles sofreria o contra-ataque. E, não só não destruiria a minha reputação, como a aumentaria:

Dados da página do meu podcast na última semana em meio à polêmica

Como tenho um fiel público, os meus seguidores encontraram esses posts tendenciosos e começaram a me defender. Sem saber de onde vinha o contra-ataque e acostumados a cercar, fazer bullyng e destruir a vida de pessoas comuns e sozinhas, não entenderam nada e acharam que eu estava criando fakes para persegui-los. Recebi ameaças do tipo:

 

Nos comentários da publicação e nos compartilhamentos surgiram diversos colegas meus da faculdade de jornalismo da PUCRS que nunca falaram comigo na vida me xingando, dizendo para as outras mulheres tomarem cuidado porque eu estava "ameaçando bater em mulheres", que eu era "estranho", que eu "não falava com ninguém", que eu "perseguia meninas", que eu era "fascista" porque levava livros do Olavo de Carvalho para aula, que iam falar com o coordenador do curso para "tomar atitude", recebi "avisos" no meu Twitter de que o meu "filme estava torrado na famecos", entre outras insanidades. A frescura do jovem de hoje é uma coisa inacreditável.

 

"Olha zente, nós não estamos brincanduuu"

 

Um dos comentários mais engraçados foi esse:

 

Essa é a fragilidade da geração millennial. O sujeito não pode conviver com um livro com um título que para ele é meio estranho que o estomagozinho dele revira. Que dó, gente.

Esse mesmo sujeito, após me expor para a internet inteira e para o grupelho de amigos frescos, foi invadido pelo meu público e ficou brabinho, pois rimos da cara dele na minha página:

Algumas meninas do meu curso comentaram que sabiam quem eu era e que eu ficava "secando" elas na faculdade. Denúncia que eu não vou negar. Se você for atraente, muito provavelmente eu me perdi na minha própria fantasia sexual e fiquei olhando pra você durante vários minutos. Mas não se preocupe, na minha fantasia você me considera tão legal que permite que eu enfie a minha língua nos lugares onde você caga e mija; na minha fantasia você está tendo dez, quinze, vinte orgasmos seguidos; na minha fantasia eu estou lambendo os seus pés; na minha fantasia nós casamos, nos mudamos para a Suíça, fazemos cinco filhos e vivemos felizes para sempre. São essas coisas horríveis que eu penso quando vejo uma mulher atraente. Vocês ainda não têm o controle sobre os nossos globos oculares e, muito menos, sobre as nossas fantasias. É isso que o macho-patriarcal-opressor pensa quando olha para você na rua. Sei que é difícil acreditar nisso quando você foi engolida por uma narrativa preconceituosa onde frases como "todo homem é um estuprador em potencial" se tornam comuns e aceitáveis.

E não parou por aí. A loucura foi tão grande que surgiu até ex-namorada minha afirmando que sofreu "anos" de abuso comigo e que eu sou "perigoso", sendo que o nosso namoro durou pouco mais de um ano.

Ela me xingou publicamente, descobriram e "pregaram uma peça" (peça essa que jamais incentivei e só tomei conhecimento depois de acontecer). O nó na cabeça dessa gente foi tão grande que eles acharam que iam linchar uma pessoa sozinha e desprotegida e, quando sofreram a reação do meu público, ficaram sem entender tal qual os jornalistas estão sem entender a vitória do Trump.

O post foi parar em outra página feminista chamada "Você não está louca", que é um antro de loucas tentando provar para si mesmas que não são loucas, onde me denunciavam por "gordofobia", "machismo" e "misoginia". Dica: se você usa uma página no Facebook chamada "você não está louca" como apoio emocional para provar a si mesma que não está louca, a maior probabilidade indica que você está imersa na mais pura loucura.

Nos comentários, mais pessoas dizendo que me conhecem:

"Uau, gente! Ele era muito estranho, era muito quieto, não falou comigo, estou chocada!"

No meio de tanta merda talvez haja salvação. Esse comentário é o mais lúcido dentro de tanta loucura e parece que há um pouco de entendimento surgindo na cabecinha dos esquerdistas-feministas-militantes-chatospracaralho:

Bingo!

E é exatamente isso. Como disse Morgan Freeman em uma entrevista, para acabar com o racismo basta parar de falar sobre ele. E isso não significa ignorar algum crime racista que, porventura, possa ocorrer. Significa que quando você se incomoda com piadinhas e frases racistas, você está dando poder para o suposto racista desestabilizar você. E quanto mais incomodado você se mostrar, mais "racistas" irão surgir. É como naquele caso da apresentadora negra do Jornal Nacional. Os sujeitos que fizeram ataques racistas contra ela não são, de fato, racistas. Eles só querem causar e aparecer. E se você se incomoda, tentando impedir e oprimir o discurso "racista", é aí que essas pessoas vão surgir em bandos. A pessoa que faz isso está pouco cagando para o conteúdo da mensagem e para o racismo em si. Se na atmosfera da sociedade for politicamente incorreto falar X, essas pessoas VÃO falar X para ver você perder as estribeiras e ver o assunto se tornar pauta no noticiário. E antes que alguém fale alguma coisa, esclareço: eu não sou racista só porque citei um exemplo de uma pessoa que falou em racismo.

A partir daí, colegas e outros jovens sensíveis passaram a compartilhar esses posts em seus perfis pessoais informando onde eu estudava e o meu nome. A histeria se transformou em uma bola de neve e teve gente compartilhando que eu estava "ameaçando colegas por ser contra a ocupação", sendo que no meu podcast eu afirmei estar cagando para as ocupações e que não tinha opinião alguma sobre isso.

"Temos um problema muito grave com um colega. Ele não vive de acordo com as nossas regras, então temos que inventar coisas para destruir a vida dele".

Coloque nos 72 minutos desse podcast e escute eu dizendo que não tenho opinião alguma sobre as ocupações:

http://www.arthurpetry.com/podcastgen/?name=2016-11-11_11_11_2016.mp3

 

POR QUE ISSO ACONTECEU?

A faculdade de jornalismo é tomada por estudantes e professores esquerdistas. E, quando eu me oponho ao esquerdismo, eu não estou de maneira alguma me colocando como um "direitista", mas apenas contra o clichê, a chatice e a falta de testosterona da esquerda. Além disso, na faculdade de jornalismo a arrogância transborda. O estudante de jornalismo crê, aparentemente apoiado por seus professores, que ele é o salvador da humanidade. "Jornalista é a profissão mais importante do mundo, nós temos a missão de passar a informação para o povo", "jornalismo é mais importante que fisioterapia", "não há democracia sem jornalismo", "sem o jornalista o povo não tem a informação". Essas e outras frases do tipo eu escuto em rigorosamente TODOS os semestres. O jornalista se põe como Deus, o ser iluminado pelo qual a sociedade se informa, se orienta e se direciona. Teoria que foi destruída pela eleição de Donald Trump. Mesmo com toda a propaganda anti-Trump, com todas as acusações falsas de estupro, misoginia, racismo e xenofobia, ele venceu. As pessoas pararam de se informar pela grande mídia e buscaram outras fontes. O que se viu foi a maior vergonha da imprensa mundial na história recente e os "jornalistas" não sabem onde esconder a cabeça.

O que uma pessoa normal, que errou todas as previsões, acreditou em mentiras e propagou informações erradas faz quando a realidade se mostra oposta ao que ela acredita? Ela cala a boca, vai procurar onde errou ou nunca mais toca no assunto. Mas não é assim que funciona com os jornalistas iluminados, os salvadores do planeta. Vítimas dessa filosofia que os coloca no pedestal da humanidade, eles são incapazes de admitir que erraram e agora, pós vitória do Trump, qual é a explicação deles para o resultado? É a mesma explicação que eles usavam para dizer que ele não ia ganhar: racismo, machismo, homofobia e xenofobia. Eles preferem acreditar que a metade de uma nação inteira é preconceituosa só para fechar com a narrativa que eles mesmos criaram do que cogitar "talvez o Trump não seja nada disso". Eles preferem acreditar que a mesma nação que elegeu e reelegeu o negro Obama é racista e preconceituosa.

No decorrer do curso de jornalismo, eu percebi que as pessoas por lá acreditam que a responsabilidade da ofensa é do "ofensor" e não de quem se ofendeu. Por isso, na cabecinha deles, eles podem interpretar uma frase da forma que bem entenderem, se ofenderem e quem terá de resolver os problemas sentimentais deles é o autor da frase ou da declaração; e não eles mesmos, fracotes sensíveis. Pois é justamente o contrário: você é quem decide se ofender ou não e eu não tenho nada a ver com as reações químicas que o seu cérebro vai disparar ao ter contato com o meu conteúdo. A frase "hoje em dia temos que cuidar o que postamos em nossas redes sociais hein, gente" é uma das mais ditas. Isso quer dizer que você não tem a liberdade de falar o que bem entender por aí, porque alguns histéricos vão se ofender e interpretar do jeito que quiserem. Isso está começando a mudar. Não que você não possa interpretar do jeito que quiser, mas as suas emoções relativas não vão mais pautar a vida em sociedade.

Esse cenário é o que me levou a ser considerado machista e propagador da violência contra a mulher dentro da faculdade de jornalismo – e por mais algumas pessoas de outros cursos. Há uma forte demanda por machismo, racismo e homofobia. Não encontrando exemplos claros disso nos seus cotidianos, eles precisam distorcer determinadas situações para atender à demanda que eles mesmos criaram. Só um ser humano com um nível mental muito infantil consegue interpretar "hoje é dia de tirar a regatinha de bater em mulher do armário e sair com orgulho" como alguma ameaça ou propagação de violência. Se na sua cabeça existe uma regata que permite alguém espancar mulheres, você é o idiota. Se você é capaz de transformar essa frase em uma promessa de agressão contra mulheres, você não deveria nem estar cursando o ensino superior. Além de demonstrar profundo desconhecimento da cultura dos Estados Unidos e, talvez, da língua inglesa.

 

A PIADA:

Da mesma forma que essas pessoas se fecharam em uma bolha anti-Trump, elas se fecham nas suas bolhas de jornalistinhas medíocres que acreditam em tudo o que os seus professores e, consequentemente, os profissionais da área dizem. Assim, o contato com o mundo externo é nulo. E daí surge o desconhecimento do termo "wife beater" ou "regatinha de bater em mulher" que, no fim das contas, é um termo pejorativo contra o próprio redneck supostamente machista e não contra a mulher em si. "Wife beater" é o nome da regata que os rednecks usam e que caracteriza o homem patriarcal, mais burrão e ignorante que, num cenário hipotético, bate na sua mulher em casa. Você pode entrar em uma loja de roupas dos Estados Unidos e pedir um "wife beater". É óbvio que os adolescentes mentais da faculdade de jornalismo não conhecem esse termo e muito menos se prestaram a pesquisar o que de fato ele significa. Eles preferiram acreditar na própria histeria de que eu estava PROMETENDO e PROPAGANDO a violência contra mulheres. Típico do estudante de jornalixo.

Tem mais: assim como a vitória do Trump é resultado de uma falha de comunicação da própria esquerda, a minha piada só surgiu por causa do cenário absurdo que eles mesmos criaram. O que eles falavam durante o processo eleitoral era que, se o candidato republicano vencesse, seria permitido estuprar mulheres, bater em negros, matar muçulmanos e cometer todo o tipo de atrocidade. O meu tweet é uma provocação a esses idiotas que inventaram esse cenário, e a minha piada só se tornou "encaixável" porque vocês criaram um cenário onde ela se encaixa. A piada da regatinha de bater em mulher é para zombar de vocês e da burrice de vocês e para mostrar como o cenário de caos que vocês criaram é absurdo, infantil e irreal.

A loucura é tão grande que após a vitória do Trump os norte-americanos criaram diversos hoax para que a realidade se encaixasse na narrativa que eles inventaram e divulgaram. Não é raro ouvir brasileiros acreditando e repetindo essas notícias que "o Trump mal ganhou e já tão cuspindo em negros nas ruas".

 

 

GORDOFOBIA

 

Um dos tweets divulgados pelas histéricas e histéricos foi esse:

 

 

Se você ficar mostrando pra todo mundo que se acha linda, nós vamos pescar você. Gordas são feias. Não são vocês quem decidem se vocês são bonitas; são as outras pessoas. Assim como são vocês que decidem se eu sou bonito ou feio. Eu posso me achar o ser humano mais belo do planeta, mas se a maioria das mulheres ao redor me considerar feio, é muito mais provável que, na verdade, eu seja feio. E se as empresas passarem a adotar esse discurso politicamente correto só para vender o seu energético cheio de açúcar, que vai fazer com que você seja cada vez mais obesa e feia, e caso essa propaganda surja na minha timeline dizendo que gordas são bonitas, eu irei responder. Porque eu sei que vocês estão inseguras e que esse meu tweet vai tirar muita gente do sério. Vocês me deram o que eu queria. Uma pessoa realmente segura de si está cagando para um tweet e para o que o insignificante Arthur Petry pensa. Vocês são inseguras. E feias. E estão morrendo também. O corpo do ser humano engorda a fim de dar um aviso visual para você se cuidar, caso contrário você vai sofrer: não só com a escassez de parceiros sexuais, mas com doenças sérias que aparecem com a obesidade.

 

Depois desse escândalo todo, diversos colegas meus me excluíram do Facebook. Inclusive cheguei no patético ponto onde uma menina do Tinder não quis mais falar comigo por causa disso. Ainda não voltei na faculdade depois disso, mas, pela reação e pelas ameaças na internet, sei que, quando eu for lá, vão tentar alguma coisa. Talvez me bater, talvez só me xingar, ou talvez apenas me cercar e gritar infantilmente "machistas, fascistas, não passarão". Estou pouco me lixando para tudo isso e estou pouco me lixando por ser excluído do grupelho de jovens descolados-esquerdistas-movimentossociais. Será um favor que me farão ao se afastarem de mim pessoas sem senso de humor, radicais e intoxicadas por qualquer que seja a ideologia. Pelo menos agora eu terei uma desculpa concreta para fazer sozinho os trabalhos em grupo. A parte negativa é que, provavelmente, a menina que eu sonhava sequestrar de cavalo e levar para a Suíça nunca mais vai olhar na minha cara. (Próxima polêmica: "aluno de jornalismo da PUCRS promove apologia ao sequestro de mulheres").

 

Autor: Arthur
Tags: jornalismo , feminismo , trump , perseguição , millennials

 

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